Com o aumento dos meios de comunicação e
o acesso instantâneo ao status das pessoas por meio de tablets ou dispositivos
móveis, hoje o a rede social Facebook está no topo do ranking de vícios
digitais e não por acaso, um número cada vez maior de pessoas busca ajuda
médica para tratar esse vício.
Um levantamento realizado pela Internet Time Machine empresa que
pesquisa tendências na internet, mostrou que a dependência do Facebook é um dos
assuntos mais procurados, ficando acima das pesquisas sobre vício de sexo ou de
cigarro. As principais vítimas são aquelas de personalidade aditiva,
caracterizadas por se viciarem a hábitos específicos e poderem vir a ter crises
de abstinência caso a privem de suas “manias”.
Um estudo realizado pela
Universidade do Oeste de Illinois, EUA, revela que há uma relação direta entre
o uso de redes sociais e comportamentos típicos de narcisismo. Na internet, o
exibicionismo assume similaridades aos do mundo real: Vaidade, mania da
superioridade e exibicionismo são as características mais frequentes de
autopromoção do Facebook.
Essa exposição exagerada
pode ser vista segundo a segundo, por aqueles que postam sua localização a cada
passo, em fotos tiradas e postadas no mesmo segundo, contando com quem estamos
e o quê estamos fazendo assim como as fotos de momentos de nossas vidas nem
sempre tão interessantes aos olhos de quem às vê, mas que suprem à necessidade
narcisista de quem as postou.
Não é nada anormal,
atualmente, estarmos sentados em uma mesa de bar, o que seria a princípio um
encontro de amigos, que querem conversar e se verem fisicamente, todos mexendo
em seus celulares e postando fotos daquele momento que deveria ser como antes
dito, um encontro físico, real, onde essa superficialidade virtual deveria ser
quebrada.
Queremos mostrar nosso
animal de estimação, nossas viagens, nossos medos, nossas qualidades, nossas
opiniões (ou pelo menos fingir que temos uma) e tudo mais que aparentemente nos
ajude a construir a imagem que queremos exibir para aqueles que fazem parte de
nosso círculo.
Os simples encontros
numa mesa de bar podem estar perdendo seu real valor social, a conversa olho no
olho e a naturalidade que o ao vivo exige, parece estar entrando em extinção
para alguns grupos.